
Auguste Rodin
Urgências
É cedo ainda, mas as urgências diárias lhe roubam o sono. Pesa-lhe a preocupação de colocar os sacos para fora, não perdendo a passagem do caminhão de lixo. E ainda a comida dos gatos que, por esquecimento, ficaram à deriva durante toda a noite. Seus miados atravessam as paredes ainda frias da madrugada e chegam até seus ouvidos feito lamento de filho. Ela lembra, então, que nunca quis gatos em casa. Mas agora que os tem, não consegue simplesmente virar-lhes as costas...
Esta crônica continua no Mínimo Múltiplo
Escrito por Vássia Silveira às 11h08
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